Maior projeto de energia solar no mundo é lançado pela Arábia Saudita e Softbank

Em Tóquio o diretor-presidente da SoftBank Group Corp, Masayoshi Son, anunciou um projeto de energia solar fotovoltaica de US $ 200 bilhões na Arábia Saudita, que promete ser o maior já realizado. O projeto está em cooperação com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, sócio do SoftBank. A expectativa é que o projeto gere 100 mil postos de trabalho.

Os sauditas junto a SoftBank estão avançando no desenvolvimento de energia solar que deverá ter centenas de gigawatts instalados até 2030. Masayoshi Son, fundador da SoftBank e o príncipe saudita, Mohammed Bin Salman, apresentaram o plano e afirmaram que esta ação é um grande passo na história da humanidade. Mesmo sendo arriscado é uma atitude corajosa e eles esperam ter sucesso!

O projeto será implantado no deserto da Arábia e poderá ser cerca de 100 vezes maior que qualquer outra fazenda de energia solar do planeta, além de, gerar mais do que o dobro do que toda a indústria mundial de fotovoltaica gerou no ano passado.  Segundo informações da Reuters, o investimento de US$ 200 bilhões será para painéis solares, baterias de armazenamento, e para a própria construção de uma fábrica de painel solar na Arábia Saudita. A fase inicial do projeto será de 7,2 gigawatts e seu custo é de US$ 5 bilhões.

A iniciativa da SoftBank irá mudar o cenário de geração de energia limpa na Arábia Saudita! Atualmente o país tem projetos de energia solar fotovoltaica apenas em pequena escala em operação. Segundo a Reuters, geograficamente será vantajoso, pois a Arábia é um país muito ensolarado, com alta incidência solar!

Assim que for concluído, o projeto irá triplicar a capacidade de geração de energia da Arábia Saudita, que em 2016 era de 77 gigawatts. Além de reduzir a dependência da Arábia Saudita do petróleo, o país que é o maior exportador de petróleo no mundo, agora quer progredir de combustíveis fósseis para energia renovável.

Até o final do ano, a Arábia Saudita planeja investir cerca de US$7 bilhões no desenvolvimento de sete usinas solares e grandes fazendas eólicas. O país espera que os meios renováveis, que agora representam uma quantidade pequena da energia utilizada, possam representar até 10% de sua geração de força até o final de 2023.  Os painéis solares inicialmente serão importados, até que o projeto conclua a construção da fábrica de montagem de painéis.

Outra vantagem para o país é que os custos para instalar e operar essa tecnologia, como a placa solar, diminuíram no mundo todo nos últimos anos. Isso quer dizer que, mesmo em um país em que o petróleo é abundante, as energias renováveis são alternativas baratas e limpas para substituir os tradicionais combustíveis fósseis.